Polícia Federal descobre uso de criptomoedas em lavagem de dinheiro ligada a jogos clandestinos e MC Ryan SP
A Polícia Federal deflagrou operação que revela o uso de criptomoedas para lavar dinheiro proveniente de jogos clandestinos, tráfico de drogas e outras atividades ilícitas. A ação, cumprida em oito estados e no Distrito Federal, resultou em prisões de funkeiros como MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além da apreensão de bens no valor de R$ 20 milhões. Os investigados fracionavam transferências bancárias e utilizavam redes sociais para promover plataformas de jogos ilegais, com cachês de até R$ 400 mil por dia. Estabelecimentos comerciais, como um restaurante em São Paulo, serviam de fachada para depósitos incompatíveis com suas operações. A movimentação total identificada chega a R$ 1,6 bilhão, destacando a sofisticação do esquema.

Detalhes da operação da Polícia Federal
A investigação da Polícia Federal aponta que criptomoedas foram o principal instrumento para ocultar a origem de recursos ilícitos em um esquema ligado ao funkeiro MC Ryan SP, preso na última semana, e MC Poze do Rodo. A operação apura movimentações milionárias oriundas de jogos clandestinos, tráfico de drogas e crimes financeiros. Grandes quantias eram fracionadas em centenas de depósitos menores para evitar detecção por sistemas de monitoramento bancário. Redes sociais impulsionavam ganhos com publicidade de plataformas de jogos ilegais, com cachês diários de até R$ 400 mil pagos via intermediários e empresas. Um restaurante em São Paulo, próximo a MC Ryan, recebeu depósitos de mais de 150 pessoas, com valores incompatíveis ao faturamento normal, configurando suspeita de lavagem.
Estratégias de lavagem identificadas pela PF
Além das criptomoedas, o grupo recorria a transferências fracionadas e uso de contas de terceiros para misturar recursos de origens diversas, incluindo ligações com organizações criminosas. Áudios inéditos capturados pela PF mostram a participação direta dos artistas na coordenação dessas movimentações. A operação, realizada em oito estados e no Distrito Federal, cumpriu mandados de prisão e apreendeu bens avaliados em R$ 20 milhões. O volume total investigado alcança R$ 1,6 bilhão, evidenciando a escala do esquema. Contas ligadas aos investigados serviam como hub para fluxos de diferentes crimes, com estabelecimentos comerciais atuando como frentes para legitimação de fundos.
Implicações para o mercado de jogos e criptoativos
Do ponto de vista do jogador, essa investigação reforça os riscos inerentes a plataformas de jogos clandestinas, que frequentemente operam sem regulação e utilizam criptomoedas para anonimato. Enquanto cassinos licenciados oferecem transparência em transações e RTPs auditados – como slots com 96% de retorno médio em jogos regulados –, os ilegais priorizam ocultação, expondo usuários a perdas irreversíveis e envolvimento involuntário em crimes. A PF destaca que a publicidade em redes sociais amplifica o alcance dessas operações, atraindo apostadores com promessas de ganhos rápidos. A sofisticação das táticas, como fracionamento e uso de laranjas, demonstra a necessidade de maior vigilância em fluxos de criptoativos ligados a iGaming não regulado no Brasil.


